quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Poesias De Ninguém

O Teatro da Paixão de Cristo


O Dono de tudo o que restou

Parece não se importar em gastar

O que ainda resta


Que péssimo ator!

Para intensificar a cena

Me prendeu na cruz

"Agora sim, és convincente"


Ao fugir do Teatro

O encontro de supetão

Ele me arrasta de volta

"Tens contas a pagar"


No alicerce do Teatro

Nova cruz se ergue

Como pude imaginar

Que Deus era marceneiro?


E o ímpeto

Não tem força de lei

A lei que bate o martelo

Do último suspiro


"Pai, porque não me abandonas-te?"

sábado, 10 de dezembro de 2011

Poesias De Ninguém

Escrito


Palavras escorridas

De cachoeiras de sentimento

Presas em um brilho de olhar


Por que não desce

Desaba no infinito?


Turbilhão de água repreendida

Por muros indestrutíveis

De olhares castanhos.


Por que não desce

Desaba no infinito?


Felicidade insuportável

Que pinta as marés de rosa

Infinitas marés rosas...

Turbilhão de marés rosas!


Por que não desce

Desaba no infinito?


Água sem nome, sem cor

Que desce explosiva

Mais forte que as palavras

E decisões...


Caem uma

Caem duas

Caem três...


Por que não desce

Desaba no infinito?


Por que felicidade?

Este bem aterrador

Este ímpeto contrário

Aos limites da razão...


Do tempo

Da distância

E do querer...


Por que não desce

Desaba no infinito?


Elo absurdo!

Correntes de ferro!

Como pode o ar

Comportar tal força?


Por que esse muro indestrutível

De olhares castanhos?


Que nunca desce

Nem desaba no infinito...


Páginas escritas

De tornozelos brancos,

Pérolas,

Bocas vermelhas,

E danças de corredor...

domingo, 6 de novembro de 2011

Cartas De Ninguém

Para : Sr. Ninguém.

Era uma vez um morcego.

Durante a noite ele foi parar em uma plantação de girassóis.

Ao voar em cima da plantação, acabou se apaixonando por um girassol.

Tentou se aproximar, mas ele estava curvado e triste.

Ao pedir conselhos a um urubu, que por ali passava, ouviu que "O nome dele é Girassol, e ele só consegue ser feliz de dia".

O morcego respondeu : "Eu nunca terei o girassol, só posso vir aqui a noite."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Diários De Ninguém

Um Pouco de Realidade:

Quando minha mãe morrer, o que não vai demorar, a inveja da minha tia e a falta de escrúpulos do meu pai vão me esmagar feito enormes pedras.

domingo, 25 de setembro de 2011

Retalhos De Ninguém

Em raros momentos, quando uma delicada paz acariciava-lhe o coração, ouvia o barulho de passos, intimamente ritmados aos seus. Não olhava ao redor, já sabendo que veria a mesma imagem ; inítida e desfocada. Uma fotografia surrada pelo tempo...

O tempo, objeto de ódio, revelava-se cada vez mais hostil. Seus dias de calendário macabro eram agulhas rasgando-lhe a alma a cada vinte e quatro horas. Caso a alma resistisse e se prendesse a alguma memória inacabada, o tempo a prendia em uma masmorra onde os dias nunca passam, fazendo a memória desfarelar diante dos olhos.

Chegava um ponto em que clamava por socorro, ajoelhava-se aos pés do carceireiro: o tempo. Ele, com a frieza de um nazista, arrastava a alma esgotada e quase inexistente. Jogava-a em uma câmara e imprimia-lhe em seu antigo cadáver,para que ele mesmo,o tempo, pudesse torturá-la dia a dia.

A alma defasada invade as entranhas do corpo como um vírus lutando por sobrevivência,fraca demais para pensar por si própria. Com seus ínfimos recursos, incentiva o corpo à luta pelo essencial, pelo natural; um ópio de prazer. A partir daí, vira um semi-cadáver.

Chegou o dia em que ela chamou o carceireiro, antes que toda a imagem sumisse diante dos olhos, e por fim entregou-se ao tempo. A alma miúda, incapaz de trazer-lhe lágrimas aos olhos, observou toda a devastação posterior.


(Trecho do livro "Lugar Nenhum" - Capitítulo 4 - "O Homem Chamado Ninguém" - em construção)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ATENÇÃO BRASIL, VAMOS LUTAR POR JUSTIÇA!!

É O QUE É? TÁ TODO MUNDO MORTO??? TÁ TODO MUNDO CONFORMADO?????

Esperança em Meio às Cinzas

Durante os chamados “Anos de Chumbo”, milhares de brasileiros e brasileiras foram vítimas de tortura sistemática e prisões arbitrárias, inclusive mulheres grávidas e, em alguns casos, crianças, filhos dos presos políticos, assistiam às sessões de tortura. Trezentas e oitenta pessoas foram mortas, desde querrilheiros de esquerda, até estudantes e cidadãos que se negaram a apoiar o regime. Cento e quarenta e sete pessoas continuam desaparecidas e nada se sabe sobre o destino de seus corpos.

Em 28 de agosto de 1979, o então ditador, João Figueiredo, promulgou a lei 6.683, conhecida como Lei da Anistia que virtualmente “desculpava” os militares e civis pró-regime que haviam matado e torturado durante o regime de exceção, já prevendo o fim próximo da Ditadura e a possibilidade de processos contra os criminosos. Militares e civis que haviam torturado e matado centenas de brasileiros em paus de arara, com choques elétricos, afogamento, espancamento dentre outras técnicas passaram automaticamente a serem inimputáveis, ou seja, jamais poderiam ser alcançados pela lei de um regime democrático e julgados por seus crimes.

As últimas ações do governo federal foram todas no sentido de não entrar em confronto com as Forças Armadas e, por outro lado, de confrontar os sobreviventes e vítimas da Ditadura e negar-lhes seu direito e o direito de toda a população brasileira, de conhecer e passar a limpo seu passado.

Além disso, existem criminosos inseridos no próprio governo: são mestres na arte de sobrevivência política, que sempre se adaptam as mudanças - tanto estruturais quanto ideológicas - do cenário político nacional. Soma-se ainda o fato de que o Brasil, apesar de industrializado, é essencialmente agrário, e currais eleitorais existem, como na época dos coronéis. O pior de tudo é que o dinheiro para a montagem desses "currais" vêm do próprio governo e, em menor proporção, de empresas interressadas em benefícios da candidatura do político. Resumidamente, os criminosos inseridos no governo não são punidos por deterem enorme influência política. Além disso tudo, vale lembrar que os crimes da ditadura são classificados como crimes de guerra, e por isso devem ser julgados por um tribunal adequado, o que aumenta ainda mais as chances de tais crimes não serem punidos.

É um absurdo!!!!

O mínimo que o governo pode fazer agora, levando em conta todos os estragos causados pela ditadura, é fortalecer das instituições democráticas, a fim de evitar o aparecimento de um novo regime autoritário. Além disso, é importante absorver a população dentro do processo democrático, intensificando a participação popular no processo eleitoral e na fiscalização do jogo político.

MAS É POUCO!!! É MUITO POUCO, É POUCO, É POUCO, É POUCO, É POUCO, É POUCO. É POOOOOOOUUUUUUUCCCCCCCCCCOO


ACORDA CARALHO!


Tá na hora de nós tomarmos vergonha na cara. É isso mesmo!! A culpa não é do Sarney, não é do Médici, que hoje apodrece no Inferno. A culpa é nossa, que não saímos de casa e peitamos esses filhos da puta!!